Espinhas, queimaduras, arranhões, cortes ou cirurgias. As cicatrizes podem surgir de diferentes maneiras e marcar sua pele para sempre.

Hoje em dia existem diversos tipos de tratamentos e procedimentos para restaurar a pele ou minimizar o dano, tornando a cicatriz quase imperceptível.

Mas antes de tudo, é importante identificar o tipo de cicatriz.

Cicatriz Atrófica

A cicatriz atrófica ocorre quando existe perda das estruturas subjacentes que apoiam a pele, como os músculos e a gordura. Esse tipo de cicatriz é comum em machucados causados por acnes, cirurgias ou acidentes. A perda de tecidos faz com que fique um “buraco” na pele.

Cicatriz normal ou Normotrófica

Esse tipo de cicatriz é a mais fácil para se recuperar, pois a pele ganha um aspecto e consistência similares ao que tinha antes de estar lesionada e é geralmente ocasionada por pequenos ferimentos caseiros.

Cicatriz Hipertrófica

Essa cicatriz está relacionada com a produção desregulada de colágeno. Mas nesse caso, o local fica com uma elevação em relação à pele normal.

Cicatriz escura ou pigmentada

Esse tipo de cicatriz é mais aparente, pois sua cor chama a atenção na pele. Isso ocorre devido ao excesso de produção de pigmentos na região.

Queloides

Um tipo de cicatrização em excesso que se diferencia da hipertrófica por crescer além da cicatriz invadindo a pele normal. Pode ter diversas cores além de ser sempre alta. Pode estar acompanhada de dor e coceira no lugar.

Agora que já identificamos os tipos de cicatriz. Falta apresentar uma solução. Na maioria das vezes sou a favor de uma combinação de procedimentos, que costumam trazer resultados mais satisfatórios.

1. Toxina Botulínica e Microagulhamentos

Em caso de cirurgias, após a retirada dos pontos aplico a toxina botulínica. Ela contém não só a  distensão do tecido da pele relaxando a musculatura local como também modula os fatores de crescimento. Em seguida os microagulhamentos vêm para estimular a produção de colágeno e remodelar  a pele da cicatriz.
Esse tratamento apresenta ótimos resultados.

Em caso de cicatrizes cirúrgicas mais antigas, os microagulhamentos combinados com produtos específicos para penetração na pele também trazem uma melhora incrível.

2. Diodo fracionado não ablativo

Trata-se de um laser não ablativo comum para o tratamento de cicatrizes causadas pela acne. No laser não ablativo a energia é dirigida para a derme, segunda camada da pele, sem afetar a epiderme que é a camada mais superficial. Por não atingir a epiderme, quem se submete ao tratamento não precisa se afastar de suas atividades diárias.

3. Microdermoabrasão e Dermoabrasão

Esses métodos funcionam como uma “lixa” que remove as camadas mais danificadas da pele. O tratamento é ideal para cicatrizes causadas por acne, marcas de sarampo, rubéola ou outras doenças e pode ser utilizado também na suavização de rugas.

4. Preenchimento

O método é comum em cicatrizes em que ocorreu a perda de tecidos.
Injeções de hidroxiapatita de cálcio são aplicadas sobre a cicatriz para aumentar o volume do local, estimular neocolágenese e deixa-la uniforme com a pele ao seu redor.
É um tratamento temporário e por isso é necessário repeti-lo de tempos em tempos.

5. Correção cicatricial

Trata-se de um procedimento cirúrgico para minimizar a cicatriz de modo que fique mais uniforme com o seu tom e textura de pele. A cirurgia é normalmente usada em cicatrizes mais largas, profundas e até quando são mais antigas.

Enfim, existem diversas opções, mas a assertividade depende de uma boa avaliação e tratamentos específicos para cada cicatriz.

A pele representa também a nossa história, mas não precisamos deixá-la marcada.